RSS
Hello! Bem-Vindo! Vamos Respirar Cinema, sonhar sonhos / Dream and Dreams and get to choose our favourite actors and movie scenes! Escolher os melhores actores, os melhores filmes e as cenas predilectas.

O que faz um bom actor?



Eu era apenas uma criança e Marlon Brando era apontado como um grande actor de créditos firmados. E esse actor fez o Kar-El no filme "Super Homem", que ia agora estrear na televisão. A fama do "grande actor" antecedeu a exibição e "tomou conta" da propaganda ao filme, protagonizado por um tal de Christopher Reeve, actor menos conhecido e de quem poucos falavam. Era Brando, o mítico, o grande. Brando, Brando, Brando! Uma honra para qualquer director.

Vi o filme e embora tenha achado a prestação forte, não foi este papel o suficiente para poder partilhar da opinião "universal" de que estava diante de um fenómeno à parte de qualquer outro na arte de representar. A reputação de Brando era antecedida por tãos largos elogios e rasgação de seda que é normal que se espere um desempenho para além das expectativas (pobre Brando, pobres artistas assim tão famosos...)

Brando não fez muitos filmes - pelo menos que surgissem na TV com regularidade. Mas fez dois ou três que valem, em reputação, como se tivesse feito uma centena. Um desses foi o mítico (é só miticismo) Apocalipse Now. Quando o vi naquele papel, perguntei a mim mesma porque carga de água estavam a endeusar aquele artista e a enobrecer tanto assim o seu papel e o seu imaculado desempenho. Metade das vezes nem entendia o que ele estava a dizer. A voz saía como um murmúrio e a interpretação física era um tanto limitada pelo facto de quase não o ver, tal é a escuridão no filme, e no facto de este estar simplesmente sentado, a entregar as falas. Não que tivesse falhado, mas não achei que toda a aurea que o rodeia fosse realmente merecida.

A indústria e as pessoas é que criam a popularidade dos actores e os que querem que se destaquem. Normalmente existe um denominador comum: a beleza. Aquele que exercer o maior poder de sedução/intriga, aquele que conseguir fazer suspirar a mulherada na plateia do cinema, faz os homens desejar ter a sua pinta e é um fenómeno de vendas, será o actor/actriz onde a indústria vai apostar com mais afinco. Existe uma reputação a criar e um status de super-estrela a atingir. Existe DINHEIRO em vista.

Brando tinha dinheiro. Muuuuito dinheiro. Ele vivia numa ilha, que comprou nos anos 60, se não estou em erro. Mas morreu na miséria, isolado e sozinho - conta a mesma imprensa que o endeusou. Os problemas familiares não lhe foram em conta pequena: um filho ficou anos presos por assassinato, insinuações de incesto e um suicídio. Ao morrer, pareciam todos urubus atrás da carniça, todos querendo um pedaço, o maior pedaço possível da única coisa que Brando conseguiu ter em quantidade e ser invejado por isso: dinheiro.

Brando é usado no cartaz como chamariz.
Vivien Leigh não aparece, nem qualquer outro actor.
Ontem vi "Um electrico chamado desejo". Este filme de 1951 foi "O filme" que fez TUDO pela carreira de Brando.  Brando ficou conotado como um sex-symbol devido à personagem. A sua aparência agradou as mulheres da década de 50, que começaram a suspirar com a sua simples presença no ecrã. Ao se depararem com aquela imagem com quem fantasiavam, em camisa interior, fantasiavam ainda mais. Ainda por cima era um bruto, que ás tantas na história ataca a cunhada. A mulherada nascida no princípio do século XX deve ter suspirado muito! Ainda hoje pode-se observar o quanto o papel de bad-boy (neste caso bad marido) na sua camisa interior branca de cavas (um acessório sexy só mesmo naquele tempo...) com os músculos a sair por fora, lhe trouxe fama. Em episódios como "os simpsons" fazem-se ramanescencias ao papel, mostrando o sempre calmo Ned Flanders invulgarmente bruto a rasgar a sua camisa de cavas em frangalhos, exibindo uma super-musculatura e a gritar o mítico (já avisei que este post tem muito miticismo) grito que encerra o filme "Steeeeela"!!!. 

E Marlon Brandon foi assim lançado. Tinha a beleza certa. A questão é que lhe apontavam e muitos ainda o apontam, como um actor maior que os outros. Com um talento que ia além de qualquer outra pessoa. E agora que os ânimos se acalmaram e a mulherada já não se deixa seduzir tanto pelo aspecto, os homens não querem mais ser como ele e os artistas largam o "miticismo" que rodeia a figura, vejam então com olhos "virgens e honestos" o talento de Marlon Brando.

É mesmo extraordinário? 

Não acredito em super-estrelas. Ah, eu sei que muito talento existe. Mas que este seja algo muito acima dos demais que têm menos sorte em serem conhecidos é que me fere a inteligência. Até o mais talentoso dos actores tem, por vezes, momentos em que não consegue "pegar" na personagem. Não existem infalíveis nem ninguém é muito superior aos restantes. Melhores sim, superiores já é outra coisa. 

Os músculos que fizeram suspirar plateias
Ao rever o filme "Um eléctrico chamado Desejo", estrelado por Vivien Leigh, reparei que mal conseguia perceber o que o Brando estava a dizer. A sua pronuncia nunca foi lá essas coisas. Tinha qualquer coisa na dicção que a tornava deficiente. Qualquer outro teria nisto um desgraçado handicapt mas em Brando foi uma vantagem. Porque aliado ao resto, ao tom de voz grave e à aparência atraente, tornou-o especial. Mas será isso especial por ter talento ou especial por reunir um conjunto de características extras que são sedutoras?

Ao longo da sua restante vida, este "mítico" actor fez pouco cinema. O que fez não é muito referenciado ou lembrado. Ficou essencialmente conhecido pelo seu papel como marido da irmã da cunhada Blanche Dubois neste filme "Um eléctrico chamado desejo". Entrou no "super-homem", "O último tango em Paris", "O padrinho" e em "Apocalipse Now". Acho que estas obras são, a bem ou a mal, as que servem de referência para definir a carreira do actor, sendo que algumas mesmo assim se eclipsam da memória curricular do espectador comum. Também fez "A ilha do Dr. Moreaux" mas digamos que o filme não causou sensação, pelo que convém até "ser metido na gaveta" para se continuar a agraciar e a elogiar sempre o mesmo...

Mal saiu dos anos-dourados, a figura de sex-symbol de Brando começou a desvanecer. A carreira foi junto mas o miticismo já estava criado. Seria para sempre um grande actor, com o qual um director suspirava para trabalhar. Faziam-lhe convites e se fossem aceites, era uma honra, que não se achavam merecedores. Tal era a vassalagem. Só que Brando já não era bem a mesma coisa. Tinha, segundo alguns dizem, dificuldade em memorizar as falas. (Mas alguma vez a teve?) É reportado que para o filme "Apocalipse Now" estava com tantos problemas que a sua actuação-chave, sentado na penumbra a recitar as falas - considerado o ponto alto da sua prestação no filme - não passou de uma decisão de última hora do director, devido às crescentes dificuldades. Bradon não acertava com aquilo e tiveram de lhe debitar o texto. 

E eu sempre me interroguei porquê o espanto e porquê tanto "endeusamento". Porquê? Porque vi o "making-off" do filme "Super-Homem" e neste fiquei a saber que o actor NUNCA memorizava as falas.  Um pobre-coitado tinha de andar a colar em partes despercebidas do cenário papéis para Brando ler, outro andava à frente do actor com enormes cartazes com as falas, para que ele as pudesse interpretar. Marlon Brando não se dava ao trabalho de memorizar as falas, fiquei CHOCADA!! Mas quem era ele a mais que os outros? Se qualquer outro actor tem de memorizar texto, porquê não ele? Assim também eu conseguia. 

Muitas vezes me interroguei se a prestação de um actor sai prejudicada com ensaios ou repetições de takes. Se aquela primeira interpretação, mais genuína e fresca, não é a melhor de todas. Mas será que ser um verdadeiro actor não é conseguir «entregar» sempre e quantas vezes forem necessárias? Brando tinha a vida "facilitada". Ele sentia a personagem e ia lá com base na interpretação do momento. Se existe alguma diferença como actor entre ele e qualquer outro, não reside esta num talento especial nem em qualquer outra coisa senão esta: ele fazia na hora. Lia e interpretava.

TODO o cenário de "Super-Homem" tinha CÁBULAS espalhadas estrategicamente longe da vista das câmaras, onde algum assistente de produção escreveu as falas de Marlon Brando. Este era um mestre, isso sim, em ler as mesmas enquanto se passeava a repeti-las. Existiam papéis no abatjour do candeeiro, nas costas de um sofá, um coitado de um assistente andava fora do set mas na frente do actor com um cartaz enorme com as falas para que as pudesse ler. Enfim. Acho que toda a carreira de Brando foi assim. Diferente das demais não por um especial talento, mas talvez, pela falta de uma característica dele.


E QUEM era o HOMEM Brando? Não se sabe. Eu pelo menos não tenho bem ideia. Criou-se o mito, esqueceu-se o homem. Para mim tinha as suas inseguranças. Deixar a sua boa aparência desvanecer até virar um super-obeso revela inseguranças e revoltas. Para mim, Brando sentia um certo desprezo pela bajulação e por ser glorificado pela sua boa pinta. Mas ao mesmo tempo que gostava de poder dispensar todas as atenções que lhe davam e toda aquela bajulação que sempre o cercava fosse onde fosse, momentos existiam em que também sentia falta e precisava um pouco dela. (coisa de artista). A vontade de contrariar, de ir contra a sua imagem de sex-symbol e o star-system não o devia desagradar, embora a sua aparência por vezes o deixasse triste e o fizesse sentir repugnância por si mesmo. (devia ter ido para psi, não?). Activista como muitos jovens com ideias são, julgo que deve ter sido muito difícil conviver com ele. De outro modo como justificar a disfuncionalidade da família que gerou? 


Quando as pessoas não se conhecem a elas próprias porque a ideia que os outros fazem delas atrapalha esse auto-conhecimento, dificilmente estão aptas o suficiente para se darem aos outros. E Brando, tal como qualquer outro mega-artista, se não conseguisse separar QUEM ele era da IMAGEM que criaram para ele, ficaria sem chão, sem eixo. Não sei se foi o caso mas mesmo que tivesse mantido esse eixo, certamente não seria fácil lidar com a imagem que os outros projectam de ti e as respectivas expectativas. Todos temos bons e maus momentos e até o mais seguro de si acaba por ter momentos de inseguranças. O receio de não corresponder aumenta, o medo de falhar toma conta. E a bebida muitas vezes entra em acção...

Em "Um eléctrico chamado desejo" que vi ontem na televisão, comecei a perceber o talento da actriz que fez de esposa de Brandon mais que qualquer outro. Kim Hunter* interpretou com muita autenticidade e sem grandes exageros a sua Stella, mas nos créditos finais o seu nome não aparece tão destacado quanto os outros dois, como que já a colocar-se uma barreira entre os actores. São os papéis por vezes menores mas entregues com menor teatralidade, que o tempo revela serem deliciosos. Porque cada década tem o seu quê de "piroseira", a sua própria linguagem. Tal como antigamente era comum fazer um pouco de over-acting, com maneirismos exagerados, beijos de selinho como o expoente da paixão, desmaios imediatos de moças emocionadas e explosões de fúria repentina, décadas depois esses "maneirismos" da linguagem visual deram lugar a outros. As "explosões" de fúria são antecedidas por uma "antecipação" crescente, os beijos são de bocas que quase se devoram uma à outra e metem muita língua, ninguém mais desmaia por qualquer coisa e em várias situações é possível prever como uma personagem vai reagir e até mesmo dizer. São coisas de GERAÇÕES. Marlon Brando pertencia à sua. Claro que os que vieram a seguir, nascidos e educados noutros contextos sociais, pertencem a outra, têm outros métodos. Mas todos adquirem formas de se expressarem típicas da época em que vivem. E por essa razão é que não adianta COPIAR o estilo de ninguém. O que funcionou no passado com um determinado tipo, não irá funcionar num contexto diferente da mesma forma. Existem sempre alterações e diferentes resultados. 


A autenticidade parece-me o caminho a ser seguido. Para Brandon essa autenticidade pode ter surgido da sua incapacidade de memorização de falas. O seu "miticismo" provém deste seu handicapt. Mas praticamente todos os actores pelo mundo a fora memorizam suas linhas ou têm-nas a ser debitadas por um aparelhozinho a que se chama auricular. Julgo que Brando ainda chegou a experimentar este facilitismo da tecnologia moderna... Se não o experimentou, aposto que desejou muitas vezes experimentar!
É curioso também estudar a reacção das pessoas a um mesmo acto. Hoje um actor que interprete seus papéis com um auricular no ouvido pode ser severamente desprezado pelos pares que, se forem de um "grau de estrelato" menor, a sua revolta de nada vai influenciar o resultado final. Mas esses mesmos actores que hoje criticam os pares que recorrem ao auricular, são capazes de endeusar o sr. Brando e apontá-lo como o melhor actor de todos os tempos. Ignorando o facto do "ídolo" ter também usado, a vida toda, "auricular".


O que faz um "bom actor" não é só ser-se um bom actor. Muitos actores têm desempenhos brutais ao lado de grandes estrelas, e são relegados devido à cegueira alheia que tal pode provocar. O factor sorte, timming e aspecto físico contam muito. Os interesses da indústria contam muito. É o mesmo princípio que se aplica a qualquer profissão, mas mais ainda nas que consistem em exposição pública. Talento não é tudo, pode até ser uma ínfima parte da questão. Para se ser um bom actor basta 20% é talento, 70% de trabalho e 10% da melhor sorte que se poder ter na vida! 

Depois também há aqueles actores cuja percentagem de talento é de 70%, trabalho é de 30% mas lhes falta o resto. 

----------------------------------------------------------------------------
Carregar na imagem para
uma interessante matéria
onde por casualidade a actriz
menciona o que faz uma pessoa
virar uma super-estrela.
*Kim Hunter, fiquei agora a saber, tal como os restantes do elenco, já interpretara Stella nos palcos da Brodway, sendo que o filme foi a filmagem dessas actuações (lá vai a "teoria" de que a repetição pode «danificar» a autenticidade). Por este papel cinematográfico ganhou um óscar e um globo de ouro. Também foi ela a intérprete principal da comunidade de chimpanzés no filme "Planeta dos Macacos", com Cherleton Huston, no papel de Zyra

JAWS - Tubarão - visto pela primeira vez HOJE



Devo confidenciar que um dos maiores gostos que tive recentemente foi poder dar este filme a ver, pela primeira vez, a uma criança de 13 anos. Não, não comecem já a atirar pedras porque decerto sabem que as crianças de hoje estão expostas a coisas bem mais dinâmicas, gráficas e específicas que um tubarão e algum sangue. Sabia que não ia ter pesadelos :) Não como eu... que quase os tive na idade dela ao ver um filme do conde Drácula e depois O EXORCISTA!!


Falei-lhe um pouco do filme e a decisão de o ver foi dela. Tanto que mo lembrou numa ocasião meses depois da conversa. Numa altura em que as crianças têm acesso a tudo tão rápido, conseguem até ver filmes e séries que ainda não estrearam no nosso país (sim, é verdade), andam com tablets na carteira e mais não-sei-o-quê, agradou-me que ainda não tivesse visto O Tubarão. E o viu comigo, pela primeira vez.

A ocasião foi ainda melhor porque, sem saber onde tinha o filme no formato digital e sem o ter encontrado em nenhum disco, decidi ir buscar o velho VHS para o visionar em cassete. Gravei-o da TV na década de 80, naquela que deve ter sido a primeira exibição do filme na TV.


Ver o filme neste formato de película, com a cor certa, meio que sumidas pelo tempo, com aquele "cheirinho" de imagem analógica, é ainda mais maravilhoso. Mas sabendo que a criança nem sonha o que foi uma tecnologia anterior à actual, avisei-a que podia estranhar a fraca qualidade, a granulação. 

Qual quê! Ela adorou. Vibrou com as cenas, ia fazendo perguntas sobre se alguém ia morrer ou não. 

Não a bombardeei de histórias que sei sobre o filme. Não lhe revelei as cenas. Quis que o descobrisse sozinha. Só fiz questão de lhe chamar a atenção para pormenores mais importantes, como aquele que, para mim, era essencial que soubesse: a música. 

Havia utilizado os acordes da melodia composta por John Williams num curto filme caseiro tendo-a como protagonista. A intenção era ironizar e simular pânico. Perguntei-lhe se percebia o quanto a música que abre o filme com o genérico já nos põe a sentir que algo não está bem e nos deixa algo alarmados. Ao longo da brilhante edição do filme, a melodia teve momentos muito seus.


A criança viu o filme todo e gostou. Havia-lhe dito que fizeram mais sequelas, mas que nenhuma era muito boa, que aquele é que era "o" filme. Ela quis ver os outros todos. Deu sorte. Uma sorte tremenda. Porque sem eu saber, estes tinham sido apresentados na TV durante a semana anterior. E tendo a "linha do tempo" disponível - outra vantagem da tecnologia dos dias de hoje -  foi possível regredir na exibição dos mesmos e ela conseguiu ver os filmes Tubarão 2, 3 e 4! Envolvendo-se na história, concordando nas partes realmente muito mal feitas de um em particular (não sei qual, são quase todos pavorosos), torcendo para que o filho de Brody não fosse "comido" pelo tubarão...

JAWS - original, é um filme que consegue ser intemporal. Ainda se mantém um obra boa de se ver mesmo quase após 40 anos da sua produção. Com todo o progresso na tecnologia, e com todos os estilos novos de direcção, edição e fotografia. Isso se deve ao trabalho de equipa. Um filme onde todos contribuíram e todos participaram nele para ele, e não para promoverem carreiras ou porque não tinham um outro melhor para fazer... (acho). Quando todos podem opinar, boas ideias surgem e cria-se um marco.

Tom Cruise


What do you think about this actor?  
Qual a vossa opinião sobre...




Because I never liked him! 
É que eu nunca fui com o nariz dele!

As dobragens PORTUGUESAS de filmes de ANIMAÇÃO


A maioria das dobragens portuguesas de filmes de animação são uma maravilha e adoro-as. Desconfio que não ficam nada a perder para o original e em alguns casos, é bem capaz de tornar ainda maior uma determinada personagem. E como tudo isto começa na tradução adequada, clap,clap,clap também para os profissionais que fazem esse trabalho. 
Gosto imenso de produtos legendados para que possa escutar os sons originais mas em alguns casos de filmes de animação, a dobragem é mesmo um deleite. Aqui ficam algumas cenas de bastidores do que é esse trabalho de dar voz a um desenho animado. E que bonitinhos que eles são :)













Homossexualidade e os artistas da 7ª Arte


Ao ver o filme "O Combate do Capitão Newman", de 1963, vou parar a uma cena entre dois personagens masculinas, militares, que falam sobre uma enfermaria. Um tenente (Dick Sargent) apresenta-se ao seu capitão (Gregory Peck) e diz o seguinte:

-My friends call me Barney” 

Assim que este actor termina a frase acho que ele é gay

Isto pôs-me a reflectir no assunto. Será que era? E se era, assumia, numa altura em que convinha encobrir a homossexualidade em sociedade, particularmente no meio artístico dos estúdios do cinema?


A bem dizer, no círculo pessoal toda aquela gente do mundo do show biss sabia muito bem as preferências de cada qual, proliferavam homossexuais e favores sexuais por todos os lados, faziam-se muitas orgias e existiram muitos escândalos, alguns envolvendo mesmo mortes. Existiam casais homossexuais, mas tudo era tão ENCOBERTO!! Até casavam os atores com atrizes muito bonitas e admiradas para ocultar as suas verdadeiras preferências. Judy Garland foi casada com dois!!

Mas voltando a Dick Sargeant, que mais adiante no filme reconheço os trajectos como sendo os mesmos do actor que, muitos anos depois desempenhou o papel de Darrin Stevens na muito popular sitcom Bewitched (Casei com uma feiticeira), será que era gay?


Recorri ao Google para me ajudar. Não foi preciso muito. O título "No more straight men" providenciou logo a resposta. Como quase sempre acontece, Dick assumiu publicamente ser homossexual em 1991, depois de atingir uma idade avançada, contava já com 61 anos de vida. Somente após décadas de carreira e apenas 3 anos antes de falecer. No entanto, neste filme de 1963 já lá estava qualquer coisinha...    

Na década de 60 imagino que não era muito conveniente vir a público assumir-se gay... se bem que Vicent Minelli, conhecido cineastra casado em 1951 com Judy Garland e pai de Liza Minelli era um conhecido bissexual... ou será que só foi "conhecido" posteriormente??

Na década de 90 a coisa começava a sair do armário. Alguns ainda achavam que podia ser uma atitude precipitada, outros nem por isso. Foi também uma década "lixada" com muitas mortes de AIDS, muitas ocorridas dentro da comunidade homossexual, vitimando artistas conhecidos, o que fez com que a doença chegasse a ser apelidada como "a doença dos homossexuais". Mas a SIDA (AIDS) como todas as outras doenças venéreas, transmitem-se porque eram todos uns promíscuos, e a promiscuidade e libertinagem costumam ser uma porta aberta para desfechos catastróficos. Depressa a doença espalhou a todos os estratos sociais, géneros e preferências sexuais. Claro, com vidas secretas e outras paralelas só para agradar as massas, não podia ser muito diferente...

Rock Hudson, um apreciado e bem aparentado actor de Hollywood, tornou-se uma espécie de ícone sobre a morte por causa de AIDS quando faleceu da doença em 1985, tendo assumindo poucos dias antes ser homossexual. É o único que me lembro de ser noticiado e de ver noticiado na TV, era eu apenas uma criança. Rock, há semelhança de muitos, também andou a "fingir" ser hetero, mas enchia a mansão de jovens musculados e fazia imensas orgias. A promiscuidade numa altura em que todos quase que se achavam imortais e invencíveis perante umas doençazinhas venéreas que davam para ir vivendo normalmente ou curavam-se, vindo e indo... Até a AIDS aparecer.

Em pleno século XXI, na década de 2010 e mesmo antes, acho RIDÍCULO que ainda se continue a praticar o "ocultismo". Não que defenda que os artistas têm de andar a expor a vida privada na cara de todos, mas bastava deixarem-se de conversas de treta e subterfúgios. Essa cobardia irrita-me. Tantos antes deles procuraram normalizar a coisa, para uns continuarem debaixo do lençol...

Sei que em alguns países a homossexualidade ainda é condenada com a morte e acho isso pavoroso, mas não mais pavoroso do que a eterna descriminação entre os géneros. Aflige-me mais quando em países desenvolvidos existem regiões mais retrógradas em que a "lei" ainda é feita pelas próprias mãos... como no Brasil, onde a pesquisa que fiz agora calhou ir dar para uma notícia do assassinato de um defensor dos direitos homossexuais. Isto aliado às palavras de uma jornalista no programa "Fora de Horas" da SIC, fez-me pensar que existem partes do mundo em que países aceitam bem a homossexualidade, mas dependendo de onde se vai... Agora em Portugal? A terra dos brandos costumes?? Aqui seria excepção, acho que ninguém corre risco algum a não ser aquele que TODOS NÓS corremos desde que nascemos, que é sermos vítimas de descriminação por parte de um doido, ou porque se é gordo, ou porque se usa óculos e se é inteligente, ou porque se é feio, ou porque se é atraente, ou porque se é pobre, ou porque se é mongolóide... Enfim. O Bulling quando nasce é para todos Loool!

Como dizia, em pleno século 21 não tem cabimento a forma dissimulada com que a nossa sociedade homossexual artística procura ocultar essa sua realidade. Não percebo porque se devem fazer desfiles e marchas gays, todas pomposas e carnavalescas, quando ninguém mais se choca ou contesta a homossexualidade. Aliás, é esse tipo de "olhem para mim" que não aprovo de todo. Preferia muito mais ver dois homens de mãos dadas ou a darem um beijo na boca como qualquer outro casal, do que saber que se anda em marchas em que se apropriaram da inocência do arco-íris para lhe dar uma conotação de tabu. Não que aprecie exageradas manifestações de intimidade em público, porque não acho nada bonito ver duas pessoas devorarem-se no meio de uma movimentada esplanada, mas manifestações normais de afecto, os gestos quotidianos, que mal têm?



Neil Patrick Harris é um actor americano cujo talento muito admiro. Ficou conhecido logo cedo por protagonizar Doggie Houser, na série Doggie Houser MD., ou melhor dizendo, o que aqui ficou conhecido como a sitcom "O menino Doutor", de finais da década de 80, início de 90. Neil continuou a sua carreira fazendo alguns filmes e séries televisivas e está neste momento a viver um ponto alto, evolução que se aponta como sendo rara em actores que começam a ter sucesso em criança. Graças a uma sitcom chamada "How I met your mom", onde interpreta um mulherengo incorrigível. As suas capacidades artísticas e também a sua amplitude como artista ficou em evidência, notando-se uma capacidade extraordinária para cantar, dançar, fazer malabarismo e, claro, representar. Neil é homossexual, tendo-se assumido não sei bem quando. Recentemente abriu a porta da sua casa à conhecida apresentadora Ophran Winfrey para lhe apresentar a vida doméstica, o companheiro e os dois gêmeos gerados pelo casal após fertilizarem óvulos de uma dadora e os implementarem noutra mulher para viver a gravidez.

Ás claras. É assim que gosto das coisas. E será que Neil vai ter a carreira prejudicada por isso? 
Não me parece!!


PS: Tenho estado propositadamente a falar de homossexualidade no lado masculino e não no lado feminino, porque acredito que a sociedade as diferencia e as descrimina, existindo mais abertura para os homens homossexuais e menos para as mulheres homossexuais (das quais raramente se ouve falar). É o que chamo de sociedade machista! Até na homossexualidade  :)) 

Jaws - another parody


O filme "Tubarão" resumido num scketch de humor

JAWS - Tubarão


Encontrei este vídeo e achei por bem partilhar. Está ótimo!

Download this mp3 from Beemp3.com
Update: Como desapareceu o de cima que era de extrema qualidade sonora, aqui fica o do youtube:



E aqui o link para se divertir e cantar em simultâneo
 
Copyright 2009 CINEMA 4 US- blog português/inglês. All rights reserved.
Free WordPress Themes Presented by EZwpthemes.
Bloggerized by Miss Dothy