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O Diabo veste PRADA 2


 Vou fazer uma review peculiar a este filme. É que estou a tentar vê-lo em stream e não consigo passar dos 20 minutos. Contudo, nas dezenas de vezes repartidas por alguns dias livres em que tentei ver o filme por inteiro, a repetição das cenas iniciais só reforçaram a primeira impressão. 

E não é positiva. 

Claro que irei - um dia sei lá quando - ver o filme por inteiro. Mas a julgar pelos primeiros 20 minutos, já tenho tanto a criticar que... quando percebi que o filme não se conseguia ver em stream, nem me afetou muito. Vi outro qualquer. 

Vou começar por criticar a cena de abertura. Com a lavagem de dentes. Achei desnecessário, esse ser o plano de introdução. Também achei muito estranho a forma como a pessoa estava a escovar os dentes. Parecia estar a FINGIR escovar os dentes. 

E quando se vê um filme em que as pessoas, na realidade, estão a representar - a fingir ser algo que não são, a última coisa que se quer é SENTIR isso. 

E eu senti isso todos os 20 minutos iniciais. 

Achei a direção fraca e batida. Um bom diretor faz muita diferença num filme. Vi muita gente, muitos extras, gente demais - até a multidão e os carros pareciam estar a atuar, a fingir ser o que não são. 

Toda a atmosfera me pareceu FALSA - nesta introdução para inserir os créditos. Uma parte da feira com um homem a segurar dois cintos... fake. 

Depois tem a relação da personagem de Ana com a sua "turma" de amigos e colegas de trabalho jornalistas. Nada a ver! Eu CORTARIA essa cena totalmente do filme. Aquela reunião no café só para estipular o caracter "bonzinho e com princípios" da Ana, não faz sentido. Ainda mais porque na mesa redonda, onde quatro pessoas estão, a mulher negra é claramente a personagem mais secundária, a quem não dão sequer falas. Esta, como não tem falas, gesticula e exagera nas expressões faciais. Ela mexe-se muito na cadeira, cruza os braços, encolhe os ombros, abana a cabeça, faz beicinho... chiça! A mulher FEZ DE TUDO para ser notada, tal como um ator bem amador quando quer fazer currículo. Um bom diretor teria VISTO isto e dito: CORTA! Vamos regravar. Fulana X - eu sei que não tens falas, mas não faças tantas expressões faciais. Fica mais calma a escutar. A mulher cruza os braços, encolhe os ombros, abana a cabeça... nossa! Falou tudo o que podia sem dizer uma palavra ou grunhir um som!

O que causa ruido visual e perturba o conteúdo da cena. 

O filme está cheio de "barriga", de cenas que não acrescentam. 

Tem também o "discurso" de Ana, após o despedimento. Tão... cringe. Não me pareceu genuíno. Achei exagerado também. De ator amador. E aquela escolha do diretor de todos os telemóveis receberem o texto de despedimento ao mesmo tempo? Ah, credível, dizem? 

Pois me digam vocês se quando estão num evento a partilhar uma mesa deixam os vossos telemóveis em cima da mesma. Onde qualquer um pode pegar. Ninguém no grupo tinha o telemóvel no bolso, na mala... nada. Não só cinco ou seis telemóveis estavam em cima da mesa como a posição dos mesmos estava convenientemente errada. Ao invés de aparecerem ao lado dos pratos, onde é mais natural a mão da pessoa deixar e pegar o aparelho, estes estão acima dos pratos! Depois dos copos. Além disso pareceu ser a única mesa em que, convenientemente, os telemóveis estavam todos à vista. Tudo para FACILITAR o trabalho do diretor. Para criar uma cena que nem é nada original. 

Depois a Ana entra na revista e tem o encontro com Miranda e... parece uma PATETA. Uma idiota, que entra assim como se tivesse acabado de sair daquela sala faz um minuto... O imperdoável contudo, é que esta cena em que, no primeiro filme, nos mostrou logo, pela escolha do diretor, uma Miranda intimidadora - mostrou uma Miranda frágil e debilitada que, pelo pouco que vi no filme mas também em fotografias sobre o filme, parece que a mulher só sabe usar cinzento. Não parece existir a finesse e elegância que o meio exige. 


Project Hail Mary


  Estrelas: 09

Filme a estrear nos cinemas, com Ryan Gosling "sozinho no espaço". 

O que quero dizer sobre este filme? Duas coisas:

1) Quem é que não ia gostar de ter um Rocky?


2) Ryan Gosling consegue interpretar qualquer coisa. 

O filme passa-se no Espaço. Um homem acorda numa nave, sozinho. A sua tripulação morreu, ele é o único sobrevivente. Não tem memória do que está ali a fazer ou como lá foi parar. 

Tem uma parte no filme que faz uma inteligente referência ao clássico imortal filme no Espaço: Aliens. A determinada altura a personagem de Ryan Gosling faz um trocadilho com as palavras e diz: "He (o alienígena que ele encontra) is growing on me. Not in me. Which was a concern". 

Eu soltei um risinho. Porque entendi de imediato a referência. 


O filme é de longa duração mas não desaponta. Até as cenas de flashback são interessantes de acompanhar. A história tem consistência e interesse, embora me pareça que é a relação de amizade gerada entre dois seres vivos sozinhos no vazio do Espaço o tema central do filme.

Os factos científicos e tecnológicos parecem plausíveis e adorei a forma como criaram materiais para permitir que estas duas criaturas pudessem interagir juntas, ainda que cada qual dependente da sua condição atmosférica para se manterem vivos. O humano com o seu oxigénio e gravidade e a rocha com o seu microclima. 

Infelizmente tenho a sensação que Hollywood já não investe bem no merchandising para filmes. Porque adoraria ter uma pequena figurinha articulada do "Rocky" para me lembrar do filme. Infelizmente costumam lançar, quando lançam, "crap" que deixa muito a desejar em termos de semelhança ou capacidade. E se disponibilizarem algo de qualidade digna do filme, certamente vai custar metade do orçamento deste! AHAHAH. (Riso à Rocky, sem tradução). 


English version: 
Movie on theaters now. I need to say just two things: Who wouldn't like to have a rocky? And Ryan Gosling is just like he says Meryl Streep is in one of this movie scenes: "He can do anything". 

I particular liked this gag - current gag that has been seen before in other movies and I just adore it - and the reference to the Alien movie - when he mentions: "Rocky is growing on me. Not IN me, which was a concern". Ahah. I laugh. Because yes, this turn out not to be a "survival" space movie, were humans have to kill with lots of guns the mean alien. This is a movie about two very lonely creatures in space that just happen to find each other and need that bound with some other creature. They have a goal together: to save life in their planets by going to investigate why there is just one single planet in the solar system that doesn't get affected by this ray of particles that are actually killing all life everywhere. 


By now we all know that it will not be necessary for dangerous aliens, natural catastrophes for life on heart to be extinguished. We know we are nature natural enemies with our inventions that polute and destroy more than anything else. But it is still nice to go and find a "guilty" somewhere else. In space... 

Now I want an articulated just like the one seen in picture Rocky figure :) Or that tinny wired man Rocky builts to communicate with another life form. 



Avanti! - "Amor à Italiana" (1972)


 Estrelas: 08

Foi com deleite que vi esta comédia realizada por Billy Wilder, decorria o ano de 1972. O filme é, no meu entender, simples mas envolvente, muito bem redigido, interpretado e "bolado". 


A história começa num avião, com a entrada de um homem que troca de vestimenta com um outro que ali encontra. Daí ele aterra numa localidade marítima na Itália e começam as aventuras dos mal-entendidos e reviravoltas. 

Jack Lemon é o ator principal, em mais uma parceria incrível com o diretor Billy Wilder, que também o dirigiu na comédia "Quanto mais Quente melhor", célebre filme com Marilyn Monroe e os dois "músicos", Lemon e Curtis, que se infiltram na banda feminina para fugirem de um mafioso. 

Em "Amor à Italiana" as piadas ainda estão vivas, são bem entregues pelos interpretes. Estão quase todas em tiradas curtas, bem entregues e de fato, uma pessoa dá aquela contracção de riso no diafragma...

A personagem de Lemon vai para a ilha Ischia para levar o corpo de seu pai, ali falecido, de volta para a América, para lá ser enterrado. Figura eminente na sociedade, dono de várias empresas, seu corpo é esperado para passar por uma série de cerimónias formais, com honras de estado e presença de figuras da mais alta importância. Mas acontece que seu pai não faleceu sozinho. No acidente de viação que o vitimou ia também a sua amante. Cuja filha se cruza com Wendell nessa viagem de recuperação de corpos. 

E as coisas tomam o seu rumo quando a personagem de Lemon entende que o que o seu pai fazia naquele hotel-spa, fazia já 10 anos não eram os tratamentos de saúde que contava.  

A comédia tem as suas personagens secundárias todas muito bem construídas, com falas excelentes. Recomendo que se veja. É uma joia da década de 70. 


Actores ainda vivos neste mês de Abril de 2026: 
Juliet Mills - Atriz principal
Giselda Castrini - Anna, a arrumadeira
Falecidos recentemente:
Clive Revil - Concierge Carlo Carlucci (11.03.2025, 94 anos)
Giafranco Barra -  Bruno (23.03.2025, 84 anos)

Isto Acaba aqui (It ends with us) - um excelente filme


 

Estrelas: 10

Passou esta semana no canal TVCine Top. E recomendo, para quem quiser ver um bom filme, bem dirigido, bem interpretado, bem editado e que tem uma história simples, mas envolvente. Identificar-mos com as situações dos personagens é fácil, tanto de um quanto de outro. 


Infelizmente li que este filme deu muuuuito trabalho porque os protagonistas não se entendiam. Para situar, o protagonista masculino, interpretado por Justin Baldoni - é também o diretor do filme. E a protagonista de Lili Blossom Bloom - Blake Levili, entrou como atriz, foi passando a produtora e parece que andou ali também a querer dar uma de diretora.




A situação chegou a pontos tão graves que ambos acabaram por se processar mutuamente. Primeiro Blake acusou o diretor de assédio sexual e de atentar contra a sua reputação e bom nome. Vazaram para o público as causas do letígio e algumas transcrições de mensagens trocadas entre ambos enquanto planeavam o filme. Acho que foi ela - na vida real esposa de Ryan Reinolds, que saiu "borrada" na pintura. Mas o caso ainda não está decidido. Após ter sido adiado, a acusação vai a tribunal somente a 9 de Março deste ano (2026).  


Mas o filme em si é nota 10. De pegar de início ao fim. Pena que não recebeu mais destaque a pesar de, supostamente, devia ter sido promovido pela Sony. Porém o filme foi apenas distribuido pela companhia. Pertence à colaboração entre os estúdios Columbia, Sak Pictures e Waifarer, pertencente a Boldoni. 


Acho que se pode dizer que a história é sobre ciclos. E como é importante identificar os sinais de repetição e quebrar o que não está bem para que não continue a causar danos nas pessoas e nas gerações futuras. 


Ir ao cinema ver o novo Naked Gun?




 Ainda bem que decidi ir ver o filme "Tubarão" ao invés de Naked Gun na telinha de cinema. 

Afinal, foi a melhor opção, Vi agora o "remake" do filme que se tornou um clássico e não acho que faça juz ao espírito do filme que o inspira. Para começar, critico a realização, o uso excessivo de CGI mas principalmente, o recurso a cenários escuros, iluminação escura, situações que só acontecem de noite. 

Será que essa opção surgiu para disfarçar a avançada idade dos protagonistas?

Mesmo com nomes de "peso" a MAGIA não está lá. Nesse aspeto culpo mais a realização, pois se manteve muito em planos únicos enquanto que, visualmente, nossos cérebros estão habituados a assitir a este tipo de história com determinadas escolhas de posição e ângulos de câmeras. Os filmes originais eram também muito mais vivos, coloridos, iluminados. Mais de acção física e muito a acontecer no enquadramento. 


Nesta versão com Liam Nesson e Pamela Anderson, falta a tensão sexual e o timming cómico do casal original. Tem demasiada acção e violência quando comparado as tramas originais. Apreciei ainda mais a interpretação de Priscila Presley que, com a sua estatura,



o seu timming e, acima de tudo, o seu timbre de voz doce e suave elevou o papel a um ponto que nem a talentosa Pamela Anderson conseguiu suplantar. Uma Marilyn Monroe de seu direito. 

Não consegui dar uma gargalhada sem ser numa cena. Uma cena no filme inteiro tem imensa piada. E essa cena é a da quando o casal protagonista está a em casa na cozinha num momento familiar, a dar festas ao cão e estão a ser vigiados à distância por uma camera que capta o calor humano. Então vê-se as silhuetas dos dois a dar festas ao cão. Porém, de um jeito que dá a entender outras coisas. 

Tirando isso não é um filme memorável. Passa ao lado. 



Barbie - o Filme


 Estrelas: 8



Li tantas reviews a criticar negativamente o filme Barbie - nomeadamente por ter abordado o patriarcado e ser condescendente - e por isso temi ir ver um filme cheio de clichés e com uma narrativa bem ao estilo de clássico, fastioso e previsível de Hollywood. Em vez disso, vi uma história consistente, interessante - que nunca se enrolou num nó. Até o final foi surpreendente. 

Barbie toca no ainda sensível tema do mundo ser governado por homens. E fá-lo de forma sublime, começando por um mundo que é todo das mulheres: O dos bonecos Barbie. Um mundo onde o Ken - o boneco homem, não é dominante.


Daí parte para a realidade e mostra o mundo real. Não sei como é que isso pode suscitar criticismo, pois está bem feito e não mente. Talvez incomode por ser tão autêntico. É que ninguém gosta de ver que, passadas décadas, após tanta mulher ter integrado posições só então permitidas aos homens - afinal, muito no mundo ainda se mantém semelhante.

O filme não segue clichés típicos dos argumentos de hollywood - não nos dá uma adolescente problemática que vai "abrir os olhos" através da boneca - como seria de esperar. Essa magia vem da sua mãe, adulta, responsável, lutadora, que um dia brincou com a Barbie. Através dela, dos seus sonhos, ambições, conquistas e realidade é que se gera toda a história do idealismo e marketing da Barbie. A intenção por detrás da criação da Barbie, representada no filme logo pela abertura, e da projecção das ideias que trouxe para o mundo: o da mulher mais que dona-de-casa e mãe. A mulher advogada, juíza, médica, livre, capaz, inteligente, etc. O filme vai mais longe também e revela as Bárbies "descontinuadas" como a Barbie grávida e a Barbie TV, abordando desta forma indirecta um reflexo do politicamente correcto que se tornou mais dominante na sociedade atual. 


Gostei de "Barbie". Tem um excelente guião, está bem realizado e a história está bem conseguida. Não era, de todo, um tema de filme que me chamava a ver. Fi-lo com poucas expectativas, mesmo tendo sido tão mencionado aquando o aparecimento nas salas de cinema. E saiu-se melhor do que o esperado. 

Bem melhor que outros filmes, de outros géneros, que não passam da mesma coisa reciclada. Não é um filme infantil para os quais os adultos podem olhar, é um filme para os adultos refletirem um pouco, com uma história adulta sobre existencialismo, realidade e com uma mensagem simples: temos de ser nós próprios. 

 

Aracnofobia - os primeiros cinco minutos de filme


 Apenas nos primeiros segundos da abertura do filme "Aracnofobia", toda a imagem, enquadramento, cadência e até mesmo a melodia - soou-me a "Parque Jurássico". Todos sabem que este último filme foi dirigido por Steven Spielberg mas... e Aracnofóbia? 

Para situar: Aracnofobia data de 1990 e Parque Jurássico de 1993.

Vi mais uns segundos do início do filme. Até ao ponto em que o fotógrafo encontra-se com o cientista na selva e todos sobem a montanha de helicóptero, numa sequência que revela a amplitude e beleza do local, ao mesmo tempo que é belo pode também parecer ameaçador, devido à pequenez do helicóptero que parece de brinquedo entre a paisagem. Em 5 minutos temos os créditos e a sinopse da história. Parei aí. As semelhanças são muitas. E a melodia... quer ficar no ouvido e ser escutada novamente. Combina tão bem com as imagens que me espanta que o filme não esteja ao mesmo nível de apreço que tem um "Parque Jurássico", um "ET", um "Tubarão", um "Salteadores da Arca Perdida".



Tive de ir espreitar. Estava a encontrar semelhanças, sabendo que não era o mesmo compositor ou mesmo director. Mas existem semelhanças. Será que é porque existe um padrão de captura de imagens e edição para cada género de filme?
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Sim, essas coisas existem mas seria muita coincidência. Então fui ao site IMDB ler a ficha técnica completa de cada filme. A primeira coisa que meus olhos encontraram foi o departamento de edição. Mesmo a propósito: aqui é que se faz um filme. Se estava a ser familiar a cadência/sequência de planos e o casamento destes com a música, tinha de espreitar os nomes na equipa de edição. Coincidência: reconheci dois: Alan Cody e Patrick Cane. Assistentes de editor em AMBOS os filmes. Isto explicaria parte da familiaridade. Porém, foi quando fui aos diretores que tudo ficou mais esclarecido (e confuso). 

Aracnofobia foi dirigido por Frank Marshal em 1990. Frank foi o produtor de filmes como "Os salteadores da Arca Perdida" (1981), Poltergeist o fenómeno (1982), Indiana Jones e o Templo Perdido (1984), Gremmlins (1984), Os Goonies (1985), Regresso ao Futuro (1985).

Um currículo e tanto. Destes filmes, muitos são dirigidos por Steven Spielberg. A sua colaboração foi muito profunda, tendo feito parte da companhia de produção de Spielberg - Amblin, em 1980, onde permaneceu até 1991, altura em que só saiu para fundar a sua própria companhia, junto com a esposa. No ano seguinte ele foi para a Paramont e a esposa tomou o comando da Lucas Film. 

Foi um ano antes de sair da Amblin, em 1990, que Marshall se aventurou na direcção e dirigiu ARACNOFOBIA. 
Tinha portanto, uma relação próxima com Spielberg, era seu colega na produtora de cinema e tinha produzido vários sucessos de Spielberg: Portergeist, Gremmlins; Os salteadores da Arca Perdida, Indiana Jones...  Nada mais natural que, numa carreira tão cheia e tão influenciada por diversos artistas mas em particular por Spielberg, que Marchal tenha desenvolvido uma estética visual semelhante a muitos filmes que ajudou a nascer. 

A música porém... a melodia que abre o filme, é de autoria de Trevor Jones. Compositor com muitos créditos em cinema porém, um nome que mal se escuta entre os menos conhecedores. O que me surpreendeu foi saber que Frank Marshal é filho de um compositor e Maestro. Logo, deve ter desenvolvido uma sensibilidade maior para este género e a sua utilidade no cinema. Quanto a Trevor, vale a pena espreitar os filmes para os quais compôs melodias e, se possível, ir escutar algumas. 

E agora vou continuar onde parei e rever "Aracnofobia". Lembro-me que foi um filme que gostei muito. Quando passou novamente na televisão, gravei numa cassete VHS. (Quem se lembra desta tecnologia?). Como era meu hábito na altura, gostava de... editar. E guardar cenas de várias séries que gostava. Mas numa casa onde isso não era possível fazer, tinha de o fazer "escondido", gravando-as no finalzinho das cassetes. Para não desgravar muito, gostava de... Editar os filmes. Cortando cenas mais redundantes. É que, filmes, meus pais me deixavam manter. Mas nada mais que isso. Até a altura deles quererem por algo a gravar até a cassete acabar, por preguiça de programas. As cassetes eram película - algo que até hoje lamento que não continue, pois trazia muitas vantagens. A duração de gravação, sendo uma delas. Hoje mal consigo gravar 30 minutos com o telemóvel. Perco logo bateria, para começar, mas não tenho espaço suficiente, mesmo comprado cartões de 128 Gigas ou assim. As cassetes, sendo película, duravam várias horas. As VHS podiam ter até quatro horas - ou mesmo seis ou dez, como cheguei a ter. O que é muito vantajoso. Duravam muito mais se o formato de gravação escolhido não fosse o SP mas o LP - Long Play. Menos qualidade de imagem, mas mais fita.  

ARACNOFOBIA - o filme. Sobre a história irei falar depois, para não tornar este post mais longo. Viram o filme? 



PS: Mais uns minutos apareceu esta cena, do guia que os conduz até o local apontar numa direcção e dizer que ele não avança mais. Algo nesta cena soou... estranho. Talvez porque vi um índio que me fez lembrar a mini-série brasileira da extinta Manchete "O Guarani".  Mas a questão é que o dialecto falado é... espanhol. ESPANHOL... e índios.... Ah, uma pequena pesquisa me conduziu à Venezuela, e ao Monte Ruraima - um dos Tupuis mencionados apenas por palavra na intro do filme. Mas isso me conduziu à geografia. Sem dúvida que a equipa de produção fez bem a sua pesquisa e a cena de abertura é deslumbrante, mostra paisagens únicas deste grupo de Tupuis (Formações rochosas pré-divisão dos continentes planas no cimo devido à erosão de milhares de anos de vento), uma extensão de 31 Km que abrange três regiões: Brasil, Venezuela e Guiana, na região amazónia.

Um local que agora fiquei com vontade de conhecer. Mas devido às condições, isso dificilmente vai acontecer. É aqui que dá vontade de fazer parte da equipa de produção de um filme como este. Viaja-se muito e conhecem-se lugares únicos. É uma profissão que enriquece muito, a nível pessoal. 

 
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