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Get Out! - Corra (filme 2017)



Estrelas: 8/10

Adorei este filme!
Achei-o surpreendente, firme no enredo, verosímil na história.




Chris e Rose são um casal inter-racial que vão passar um fim-de-semana à casa dos pais dela. Pela primeira vez, Rose, de etnia branca, vai apresentar o namorado, de etnia negra, à família. Será que eles vão ter algum problema com isso?

Rose garante que não - pois o pai até votaria em Obama para a presidência por um terceiro mandato, se pudesse. E de facto, quando Chris chega à enorme mansão da família, é bem recebido. Ao mesmo tempo algo estranho se passa. Nenhuma conversa é mantida sem se fazerem referências à sua cor de pele. Num convívio social - pois coincide que nesse fim-de-semana é também a altura do ano em que a família reúne todos os amigos influentes em casa - Chris é até apalpado pelos seus músculos, como se fosse uma peça em leilão no tempo da venda de escravos.

Mas o que Chris mais estranha são os dois empregados da casa - ambos negros como ele, mas com um comportamento estranho, que oscila entre o doente mental e o normal. Naquela casa, os empregados vestem-se e falam como se vivessem nos anos 30...

Numa tour ao lar, o pai de Rose, cirurgião, faz questão de levar Chris até às fotos da família, onde aponta para o retrato do seu falecido pai, um ex-atleta de salto e corrida que participou nos Jogos Olímpicos de 1936, na então Alemanha nazi. O que aconteceu nesse ano que ficou na história? Jesse Owens, um atleta Americano de origem africana bateu todos os outros - inclusive os de raça ariana, (que a propaganda de Hitler dizia ser de raça superior) e conquistou o primeiro lugar num pódio.


Conforme dá para entender, as conversas giram em círculos mas parecem sempre ir ter a um tema em particular: raça - brancos e negros. 

De todos os membros da família que Chris foi conhecer, a mais «normal» parece ser a mãe, psiquiatra de profissão. Isto até o momento em que Chris é convidado a entrar no escritório dela... e esta usa um trauma de infância de Chris para o hipnotizar.

Se as coisas eram estranhas até aqui esperem só até os restantes convidados chegarem...


Não vou contar mais sobre a história mas quero reforçar o quando gostei do filme e que partes me surpreenderam mais. 

Uma delas foi o desfecho. Quando surge um veículo com luzes azuis e vermelhas a piscar pensei que ia ser um desfecho típico dentro daquelas circunstâncias: finalmente, chegava a polícia. E infelizmente para o nosso «herói», o polícia ia ser o mesmo que o parou na estrada na viagem até ali. 

Surpreendeu-me esse final.

Outro aspecto que gostei foi o de perceber que a personagem idiota do filme, aquele tipo que só pensa e diz parvoíces é, afinal, o que está certo o tempo todo. Ahahah. Bem feito para todos os «normais» que julgam que os «idiotas» nunca podem ter razão. Kkkk.


Também me surpreendeu o real motivo de toda aquela movimentação. Pensei eu que hipnose era o máximo do que ali acontecia com certas pessoas mas, afinal, tudo está muito mais conectado e enraizado... Não sei se a invasão, ao invés da adopção, seria a opção escolhida se, de facto, a noção de racismo fosse a questão fulcral - que não é. O surpreendente do filme também é isso. A questão principal é na realidade outra e são duas: o desejar viver para sempre e o viver para sempre jovem, saudável e em super-forma.

Neste sentido o filme mostra que a "raça superior" é outra - e a sua «escolha» em nada recaí sobre conceitos de racismo, mas em conceitos de biologia.

Então não deixa de ser engraçado e, mais uma vez, surpreendente, quando, mais para o final, percebemos quem são as pessoas a quem Rose chama de avó e avô...



Um filme a não perder.
Ah, e falta mencionar o quanto torcemos pelo «herói» no final e apreciamos quando inescrupulosamente este começa a virar o jogo... 


Cenas pouco credíveis que «arruinariam» a história se esta não nos agradasse tanto:

1- A cirurgia começar sem a presença do principal elemento (a sequência não me parece muito lógica).

2- Não resistirem a mostrar uma poça de sangue a jorrar da cabeça de um indivíduo (que, no mínimo precisava de ter tido o crânio rachado, presumo eu) e fazerem como naqueles filmes em que um tipo é baleado não se sabem quantas vezes e continua a vir atrás e a perseguir.... Só para mostrarem um elemento crucial referido duas vezes: na abertura do filme e durante o jantar de família. Contudo, apreciei esse elemento. 


Também achei no youtube esta pequena paródia aos elementos do filme e fartei-me de rir. Por isso não deixo aqui nenhum trailler - pois este denuncia tudo o que surge no filme - mas a paródia. A ver se chegam lá.... eheheh.


C.H.I.P.S.


estrelas: 8/10

VI este filme sem grandes expectativas. Esperava mais uma comédia aparvalhada sobre dois polícias que não se conhecem e não gostam um do outro mas acabam bons amigos após serem forçados a trabalhar em parceria. Com recurso a piadas fáceis, em larga maioria fazendo referência a sexo e obstipação.

Mas enganei-me!!
O filme CHIPS é muito melhor do que esperava.
Não me entendam mal: claro que, como comédia enquadrada numa investigação policial liderada por dois polícias, o filme engloba sexo e piadas fáceis. Mas não as considerei de mau gosto ou vulgares. É saber fazer humor de forma respeitosa, não deixando de recorrer aos mesmos elementos, mas dispondo-os de forma adequada. 



As personagens têm profundidade - não são superficiais nem os seus «problemas emocionais» ficam pelo óbvio que se resolvem em dois segundos de conversa «séria». Ambos os polícias, à sua maneira, têm personalidades distintas e credíveis, acaba-se por acreditar no processo evolutivo da amizade entre os dois.

Os vilões também têm surpresas e profundidade. Hurrai para o vilão-mor, que conseguiu fazer uns olhinhos de profundo pesar que comove qualquer um. Quero dizer: sabemos que ele é o «mau», que matou amigos e é ladrão, mas, ainda que o filme tenha recorrido ao mesmo pretexto para fazer com que o vilão procure a vingança (não vou dizer qual o recurso mas ao verem o filme vão entender que é cliché), não se sente como algo repetitivo. Senti a emoção da dor do vilão e isso é algo que qualquer um de nós consegue entender. Neste filme de comédia, não aprofundam muito o lado dos vilões, mas também não são desprovidos de alguma história e profundidade que se adivinha ao se conhecer essa história. 


Depois tem as situações em que os polícias se vêm inseridos. Também aqui acho que o filme está acima da média. Temos as típicas situações de perseguição policial e acrobacias «forçadas» no guião, mas que aqui acabam por encaixar um pouco melhor que o habitual. Ao contrário da maioria dos filmes do género, comédias que mostram violência e explosões, aqui as pessoas de facto morrem... Ou só podem ter morrido. O filme não se foca muito nesse aspecto mas, ao contrário de muitos outros tipo os que o Mel Gibson protagonizou com a Goldie Hawk, quando existem cenas de perseguição nas ruas ou em lugares públicos onde a vida de inocentes corre risco, não são só as roupas estendidas em varais e as bancadas de frutas que são albarroadas com um veículo em excesso de velocidade. Neste filme, as pessoas também são! O que seria bem plausível na vida real.

Existe até um momento - um momento de piada fácil mas que achei fantástica. Uma carrinha policial está em perseguição e ao dobrar uma esquina, está uma celebridade a sair de um automóvel com uma série de pessoas à sua volta. O embate é inevitável e dois homens com mochilas e máquinas fotográficas recebem o impacto e são projectados pelo ar. Uma fracção de segundo foi o que mostraram dessa cena, mas pessoalmente, admirei-a, fiquei assutada por me mostrarem algo que pode ter resultado na morte de dois inocentes mas gostei que a tivessem feito. SEM a seguir mostrarem os dois totalmente ilesos mas estendidos no asfalto, a fazer um manguito para a carrinha - como que a assinalar à audiência que não lhes foi incutido nenhum dano maior e por isso esta pode relaxar e continuar a ver o filme despreocupadamente.

A piada foi que a condutora do veículo, assustada pelo embate, pergunta ao polícia que está com ela:
-"Meu Deus! O que foi isso??!"
E este, olha para trás e ao ver o cenário com que se depararam, responde:
-"Ah, está tudo bem. São paparrazi".

LOL.
Muito bem metida! A piada... A crítica. A comédia, o estarem a dizer que a vida de paparazzis é insignificante pela actividade em si - não pela vida humana, claro está. 


Do todo, o que considero mais fraco no filme é a história policial de investigação que serve de base às personagens. O facto dos dois policiais discutirem os factos do caso em frente de um by-standart é muito cliché (um tipo de uma imobiliária que lhes mostra uma casa que foi habitada por um suspeito e abandonada). Quem é que no seu juizo perfeito ia dizer, ali, na frente de um desconhecido, o nome do suspeito, o que ele fez ou deixou de fazer? Mas pronto... foi o único cliché mais irritante do filme, no meu entender, e durou poucos segundos. Talvez quisessem encurtar o filme uns segundos com uma cena obvia e rápida como aquela.

As brigas e cenas de pancadaria estão muito bem feitas. A comédia física está muito bem planeada e o filme, neste e em todos os sentidos, é muito bem realizado. Parabéns ao diretor. 
Claro que uma cena memorável por estar bem feita é quando um dos heróis se vê numa situação de vulnerabilidade e precisa pedir ajuda ao colega. O tipo caiu e ficou sem conseguir se mexer. Tinha acabado de acordar, de sair da cama... e estava nu, pois dorme nu. Era uma situação que tinha tudo para ser feita e apresentada à audiência de uma forma cliché e sem grande credibilidade. Mas não foi. GOSTEI da forma e de como os outros assuntos se encaixaram. A informação que o espetador recebe daquela cena esclarece muito em termos visuais e é ali que vemos e acreditamos que a relação dos dois se cimentou na amizade.

E pronto. Vejam o filme.
É bem melhor do que seria de esperar.
Talvez passe debaixo do radar, mas vale a pena.

PS: Acabei de verificar que o site Rotten Tomatoes não recomenda este filme.
Talvez seja uma boa razão para o irem ver. Já que este site está cada vez mais bambo das pernas no que respeita à maioria das avaliações que faz. Já a audiência que avalia filmes no site, fornece uma apreciação três vezes mais elevada.



Exposed - Keanu Reeves


00 estrelas (10)

Vi o filme EXPOSED (2016), que encontrei avaliado algures com 4.5 estrelas (numa escala de 5). A classificação elevada, que quase sempre corresponde à qualidade do filme, foi o que me fez ver a história - que de si não me interessava nada.

A sinopse descreve: Uma jovem mulher latina vive estranhas experiências enquanto um polícia investiga a morte do seu colega.

Ah - pensei. Nada interessante. A classificação quase máxima levou-me a dar uma chance a este filme protagonizado por Keanu Reeves. 


De inicio a história é confusa e não se entende bem o que está a acontecer. A meio do filme essa interpretação não desvanece. Mas uma pessoa ainda dá uma chance, graças às figuras misteriosas que só Isabel, a tal «jovem mulher latina» consegue ver. 

O filme termina e é uma grande merda. Não vale absolutamente NADA.
Keanu faz mais um dos seus papeis cliché, fala muitos palavrões, é uma alma atormentada e dá muita porrada aos "maus". A jovem latina, só fala espanhol. Metade do filme é falado em espanhol. 

E creio que descobri aqui a razão de ter sido tão estupidamente avaliado em críticas online.
Todos os que são latinos ou com raízes "latinas" devem ter adorado este filme só por ser falado em espanhol e daí avaliaram o seu apreço pelo detalhe, nada mais. A história em si, não vale nada. A "Jovem latina" é também o único rosto mais atraente de todo um casting de latinos/negros. Ela é a mais branca, a que faz as sobrancelhas na moda, a que tem uma pele perfeita. E é também, de facto, a mais jovem. Todo o restante elenco é feio, porco e mau. 

Quando percebi que metade do filme era legendado em inglês pensei: "Oh, oh. Os americanos (o filme é dos EUA) não gostam de ler legendas. Não estão habituados. Não podem ter dado uma avaliação tão alta mesmo que este filme seja espetacular". 

O filme está em Plutão, tal é a distância em que se encontra da Terra para ser espetacular.
O MISTÉRIO da pontuação quase máxima mantém-se.

O site IMDB actualmente classifica este filme com 4.6 estrelas (num total de 10) e 2.5 (num total de 5). Uma visão mais justa.

Ainda assim é muito. As reviews dos utilizadores são péssimas (e justas). As dos críticos também. O próprio realizador do filme exigiu que o seu nome fosse retirado da obra, depois dos produtores decidirem editar o filme (crítica do New York Times). Se um realizador que passou meses em volta de um filme não quer nada a ter com ele, então está tudo dito. Não é preciso dizer mais nada. Este filme é uma porcaria que vale ZERO estrelas. 

English:
I saw this movie because it came with a 4.5 out of 5 stars's review. What a disappointment! It's a waste of time really, so, heads up: don't bother watching it. The storyline did not grab me in particular, but lured by the high review - witch usually is precise - I saw it. And so I was taken to one of the messiest's Hollywood movies ever to be made. 

The plot starts with a young latino woman that begins seeing paranormal stuff such has strange people floating in the air. Apart from this, there's Keanu, again, a disturbed cop in a long rain coat, who investigates his partner assassination and has a bad name and reputation among the streets gangs. He likes to kick the bad-guys asses. Also, he swears a lot. Normal Keanu and normal cop cliché. 

Half the movie is spoken in spanish. Witch is just fine - after all, Portugal is not a audience that's lazy to read subtitles. Everything here is properly subtitle, witch is great. And also, more than half of the portuguese people understand and speak both english and spanish. No problem here. No prejudice. Yet the movie is still SOOOOOOOOO BAD that it's really a waste of time to watch it. It's better for a lazy man to go and wash the dirty dishes than to give this movie 10 minutes of attention. It's just that bad. I guess the lure with a high false review is a common trick to make people watch crap movies that are the majority, but still, I guess the explanation relates with the high numbers of latinos viewers who must have just pass all the major crap and rate this so high just because the characters spoke spanish. The guy who directed this movie demanded his name was taken out of it. That says it all, don't you think?


The IMDB site gives this shit a 2.5 stars in a total of 5 and a high 4.6 in a total of 10. I'm guessing, with time, it  will drop a lot. DON'T WATCH IT!! Go to the dentist instead. Go and make a painful health exam. Put your time in good use :)



A Saga GUERRA DAS ESTRELAS (Star Wars)


Com a febre de estreia do sexto filme da saga Star Wars, decidi rever os primeiros.
Comecei pelo primeiro, o de 1977, depois enganei-me e fui parar ao terceiro (1983), que achei muito mais fatela e algo ridículo comparado ao primeiro. E depois vi o segundo (1980).

O segundo é, de longe, o predileto.
Achei que tinha uma história muito melhor esquematizada. A acção estava muito mais elaborada, sem no entanto, se tornar confusa. As cenas de tiros e perseguições espaciais não foram chatas ao ponto de começar a fazer outra coisa e só voltar a olhar quando o ruído dos disparos acaba. E termina como todos os filmes aspirantes a sagas deviam terminar: deixando o espetador com a sensação de barriga cheia e com um bom desfecho, deixando contudo algo ainda pendente.

Se nos primeiros dois que assisti achei as interpretações lineares, básicas, neste segundo até isso pareceu diferente. Mérito da equipa, do diretor em particular, talvez. Achei o ator que fez Lando (Billy Dee Williams) muito bom na personagem. Dos melhores, aliás. Confirmei ter uma «queda» pelo R2C2 pela sua bravura. E continuo a achar que o C3PO ganha bastante força pelo simples detalhe de ter aquele tom de voz com sotaque britânico. Agrada-me a sua cobardia e a forma "afetada" com que fala.

Harrison Ford, ator que admiro pelo talento, encontrei-o aqui ainda meio em bruto. Principalmente nos primeiros. Se for a pensar bem nisso, acho que se nota uma evolução ao longo dos anos. Até mesmo quando protagonizou Blade Runner, ainda existia algo «cru» na sua entrega. Embora a dedicação, não duvido, estivesse lá. 


A Saga Guerra das Estrelas terá ainda mais dois filmes. Um previsto para ser filmado já neste ano que entra, e outro dois anos depois. Ao todo, serão OITO filmes. Pelo menos são esses os planos por enquanto. Até ao momento, o ator Anthony Daniels tem sido o único a trabalhar em todos, interpretando o droide dourado C3PO.

E você? O que acha dos filmes Star Wars?


Poltergeist - o Remake (2015)


09 estrelas (10)


Logo nos primeiros minutos uma pessoa sabe que vai gostar da estética do filme. Muito fiel ao original, contudo, modernizado e inovador nas cenas emblemáticas.

"Poltergeist" (2015) inova, ao mesmo tempo que brinda o espectador com tudo o que ele gostou no original. Começo a dar como exemplo a cena de abertura do filme. Inicia-se com um jogo eletrónico em que se mata Zombies. No carro, a jogar no tablet, está o filho do meio do casal «Diane e Steve», aqui re-apelidados de Eric e Amy. Robbie no original, aqui tem o (pavoroso) nome de Griffin. Com ele no carro viajam as duas irmãs: Madison, a mais nova dos três e Kendra, a adolescente. 

Só esse início é espetacular. Porque nos introduz vários temas e confirma ao espectador que este filme de horror também vai ter os seus momentos de humor, uma característica que marcou o primeiro filme. Ao colocar a nova tecnologia do tablet na trama, o autor aproveita para dar um toque de ironia ao que estará para vir. "Griffin" não sabe que o espera uma luta real com figuras parecidas a Zombies. É também durante essa viagem de carro rumo à casa nova que ficamos a saber que ele sofre de uma doença qualquer. 


E o carro chega ao seu destino, num enquadramento que em tudo elogia o original: a câmara movimenta-se em panoramica geral, numa vista de cima de todas as casas do bairro. Uma escolha de Spielberg em 82 que acabou por definir a identidade do filme. A câmara só para quando se posiciona nas traseiras da casa, com a família na frente. Uma imponente árvore domina a paisagem, diferente de todas as outras nos arredores, alta, bem ao lado da janela do sótão.

Em apenas 5 minutos na história, o fã percebe que está diante de um produto novo, mas que em tudo respeita a identidade do original. Depois desta panorâmica, um plano muito geral mostra-nos a nova casa vista de frente. Lá está a imponente árvore. 


É altura da família se instalar. Antes de entrarem na nova casa, o casal estica os braços e dão um ao outro um High 5, cumprimento que simboliza o seu optimismo por uma vida nova e também a sua cumplicidade. A relação entre o casal e a forma como disciplinam e educam as crianças é, sem dúvida, uma mais valia no filme original. "Diane e Steve" conseguiam transmitir a cumplicidade de quem vive há anos juntos, se ama e sabe muito bem como querem criar os filhos. Nesta versão, esta é, lamentavelmente, a única coisa que falha - como se vai perceber mais à frente. 

Madison fala sozinha, com os seus amigos imaginários

Subindo as escadas que levam ao andar superior, onde estão os quartos, Griffin vê a irmã caçula a falar sozinha para a porta de um armário. E quer saber com quem ela está a falar. Criança receosa, Griffin fica intrigado e vai para abrir o ármário, quando o pai surge para fazer exatamente o mesmo, mas sem sucesso. As portas estão penras e uma das maçanetas desprende-se. A família muda-se para aquela casa equipada com novas tecnologias e a pequena criança brinca pelos cantos. Encantada e divertida.

No jardim, Madison espeta um pau fundo na terra e diverte-se quando o vê subir. Começa assim, de forma muito subtíl, os primeiros «estranhos sinais» do paranormal que vai aterrorizar a vida destas pessoas. Nesta versão não existem cadeiras que se emparelham umas em cima das outras, nem a cena de «escorrega» no chão da cozinha. O filme prima por se manter fiel aos princípios mesmo introduzindo novas situações na história, até porque 35 anos se passaram e o mundo está diferente, principalmente nas tecnologias. Estas alterações em nada destoam, apenas complementam a narrativa, servindo como introdução ao que poderá estar para vir. 

Uma excelente panorâmica superior noturna volta a apresentar um elemento chave na trama: o quarto de Griffin, visto pelo exterior, do local da árvore. É hora de dormir.


Foquemo-nos agora na adolescente. No primeiro filme uma típica rapariga rebelde, focada em si mesma, somente interessada na sua vida social. Aqui passa-se o mesmo mas foi removida a independência característica dos adolescentes dos anos 80, que combinavam ir dormir à casa uns dos outros por vários dias e quase não davam «cavaco» aos pais. Nesta versão ela pode satisfazer a sua vida social sem sair de casa - dispensando mais o contacto real. Uma característica que merece destaque, pois é uma das mais significativas situações sociais geradas pela evolução nestas décadas. 

As interacções sociais mudaram radicalmente nos últimos anos
Kendra fecha-se no quarto a falar no chat. Com o computador no colo e com a TV acesa, ela e uma amiga comentam que vai começar um programa que adoram assistir, "Haunted House Cleaners", sobre um homem que vai “limpar casas de espíritos”. E as duas raparigas ainda acham piada e fazem troça do chavão que ele usa: “ESTA CASA ESTÀ LIMPA” (This house is clean) – uma imediata alusão ao que diz a medium Tangina no filme original, no final de toda aquela odisseia que resgatou de volta a pequena Carol Anne.

Neste Remake notam-se os cuidados que tiveram nos detalhes para as personagens. A adolescente é loura e não morena, a pequena criança não é loura e sim morena, mas mantém o comprimento do cabelo e o corte com a franjinha. O rapaz tem o cabelo louro. As mesmas características, mas no oposto, portanto. A equipa é constituida por uma mulher de baixa estatura - não deixaram de incluir esse detalhe de interesse. E é ela o elemento negro. E, refrescantemente, a medium é um homem, com chapéu e roupas escuras (não conseguem resistir ao cliché colocado pelo filme “O Exorcista”). Acho que é uma boa decisão. Dificilmente uma mulher conseguiria suplantar o efeito que teve a primeira, com as suas carateristicas físicas tão particulares. E nem deveria. Talvez em toda a história, a excepção mereça estar aqui. Afinal, quem mais poderia interpretar aquela figura? Além disso, esta alteração retrata com mais realismo a sociedade actual e o tipo de programas que povoam a televisão: programas sobre o paranormal, caçadores de fantasmas, médiums.... Muito boa escolha mesmo. 

A subtileza com que é apresentado um elemento que será importante na história
Quem se lembra que existe uma crítica social sobre um programa de TV no filme Poltergeist de 1982? Um indicativo sobre os programas da preferência do público naquela década - "60 minutes" e "It's Incredible". Programas onde tanta vez se exploravam temáticas mais «estranhas», ficando claro no filme que o casal os consideravam sensacionalismo e com nenhuma credibilidade jornalística. Mas tinham muita audiência e eram o "hit" da altura. 

Nesta versão de 2015 os principais elementos são mantidos e, assim, esta nova família continua a ser composta do casal e seus três filhos. Mas não existe cão, nem canário, nem peixinho dourado. Também foram retirados da trama aqueles vizinhos estranhos, que não sentiam a picada dos mosquitos e se recusaram a ajudar "Diane" quando esta escorrega para o buraco da piscina no seu quintal, no meio de uma chuva intensa. Desta vez não existe piscina sequer e essa circunstância que no primeiro filme tinha o único propósito de facultar um forte impacto visual, trazendo o medo e o terror por se avistar o primeiro de muitos esqueletos e a possibilidade de afogamento, é retirada da trama. 

A cena em que o assistente da equipa que vai à casa estudar o fenómeno paranormal entra no banheiro e tem uma visão da sua cara a derreter frente ao espelho, aqui não é reproduzida mas mantém-se na trama com um twist: essa alucinação é sofrida por Eric, o pai de família, após abrir a torneira da cozinha. E todo o episódio psicótico decorre no reflexo cromado do tubo da torneira. 


Uma decisão original que faz sentido se formos a reflectir na quantidade de vezes que já vimos, nas últimas décadas, o poder das imagens Geradas por Computador, que conseguem não só derreter rostos, como criar dinossauros, extra-terrestres e todo um «museu» cheio de criaturas bizarras com bastante realismo. O poder da cena no original reside, até hoje, na ausência dessa tecnologia e no efeito obtido por outros recursos. Se ainda hoje é forte, é porque é «outra coisa», que a CGI (computer generation Image) não consegue emocionalmente reproduzir.

O filme só peca por não criar uma ligação emotiva e conflituosa. 

No roteiro que Spielberg filmou, o casal "Steve e Diane" eram da geração hippie, ainda gostavam de fumar um charro ou outro de vez em quando, davam liberdade aos filhos e por vezes nem sempre concordavam, mas se amavam e, acima de tudo, respeitavam-se e apoiavam-se um ao outro. E depois tinham problemas financeiros, o emprego de "Steve" podia estar em risco, tinham investido tudo o que tinham naquela casa, que para eles era um sonho de uma vida. Além disso, quando este sonho desmorona, a filha caçula desaparece de forma inexplicável e só é escutada no aparelho de televisão, o casal sofre, cada qual à sua maneira. Com a chegada de estranhos que supostamente podem resolver o caso através da sua experiência profissional no estudo da paranormalidade, a descrença do pai está patente na atitude, misturada com o seu sofrimento, o seu sentimento de que falhou a proteger os filhos e a sua incredulidade perante o que está a viver. Ele não consegue dormir, ele está a ser pressionado pelo patrão, ele tem de ocultar o pavor que está a viver dos outros. "Diane" por sua vez, consegue passar aquela sensação de mãe-leoa, que não se trava a nada para proteger a sua família. E que tenta ser forte, procura apoio no marido quando está mais em baixo e tenta conhecer os estranhos que lhe entram pela porta a dentro, acabando inclusive, por estabelecer um pouco de afeto e cumplicidade no curto espaço de tempo que dura toda aquela tragédia. Enfim, existe muita coisa que nos é dada na primeira versão de uma forma que quase não damos por ela, e que nesta nova versão está praticamente ausente. 

Nesse sentido fica a minha pior crítica. Os pais deixam a desejar. A sua cumplicidade é plastificada. Nas últimas décadas do cinema as relações entre casais heterosexuais bem sucedidos têm sido retratadas com plasticidade, como se todos tivessem um pau enfiado no rabo. 

Nesta versão, os pais não tinham sido apresentados a quaisquer fenómenos estranhos até o momento de chegarem a casa e depararem com o filho pendurado no topo da árvore. Por isso mesmo a reação destes pais devia ter sido de incredulidade, de quase histerismo e muito pânico. Mas foi muito calma. Eles acabam por "aceitar" com demasiada normalidade o que até então desconheciam. O resgate do filho da árvore, cujo aprisionamento já estava a decorrer desde que eles ainda estavam sentados à mesa do jantar, é feito com rapidez e facilitismo, quando no filme original foi uma luta maior e o público sente receio que estes não cheguem a tempo, que a criança não se salve e que a árvore faça algo terrível.

No original a família tinha reparado no comportamento estranho do cão (aqui não há cão), que ladrava no meio da noite para a parede e ia buscar a bola do nada. Já tinha vivido a experiência das cadeiras da cozinha a se movimentarem sozinhas de uma ponta à outra. As luzes piscaram sem explicação e a filha caçula estava constantemente a falar sozinha com o seu «amigo» que só ela via. Existiram bases para os pais acreditarem com mais facilidade no que viria a seguir: o desaparecimento da filha e a sua presença dentro da televisão, quando sem emissão. Nesta nova versão, existe um bónus: a sombra de uma pequena mão aparece de dentro da TV, para estabelecer contacto.  


Nem nestas circunstâncias, nem depois quando estes pais tomam consciência que a filha Madison não está em parte alguma e sua voz surge de um monitor de TV, eles sentem pânico. Aquele instinto de correr e acudir, salvar o quanto antes, é uma aposta fraca. A solução é chamar peritos em paranormalidade. O que aqui é feito com rapidez, sem idas a faculdades, e a descoberta do poltergeist é rapidamente efetuada, sendo prontamente chamado o melhor especialista para lidar com a situação: Carrigan Burke, o «limpa casas» tornado celebridade pelo programa de TV.

O filme então desenrola-se dentro dos parametros normais. Mas tem alguns twists que valem a pena mencionar. O "outro lado" é visto pelo público, como sendo as trevas no cenário da própria casa. Madison está nessa dimensão. Não existem espectros filmados a descer as escadas - que causa impacto no original e lhe dá um toque de magia, mas cá está: fica bem lá na década de 80, contextualizado com os relógios de pulso antigos. 


Aqui a cena de alucinação também é vivida pelo assistente mais céptico, quando este vai instalar dentro do armário um aparelho medidor. Embora não seja  o rosto a deteorar-se, a cena assusta um pouco. Neste remake o papel da mãe enfraquece e o de irmão ganha força: é a criança, por se sentir responsável por ter deixado a irmã sozinha no quarto, que entra dentro do armário que é o portal para a outra dimensão. Entra sozinha, seguindo a corda que desta vez não é mantida esticada por força manual e sim fixa na parede por um acessório (que facilmente as forças paranormais podiam desatarrachar, se o desejassem, o que acaba por acontecer). Griffin entra no mundo que o aterrorava, enfrenta os seus medos e salva a irmã, sendo os dois depois resgatados na sala e levados para a banheira com água. Esta alteração impede-nos de ver outro dos momentos fortes do filme, de levar às lágrimas, que é o desespero do pai ao ver tanto a filha quando a esposa inanimadas na banheira. Mas não é um grande pecado. Neste remake a adolescente não sai de casa para voltar depois e deparar-se com o expoente máximo da paranormalidade (cá está, não existe hoje a independência de antes e a internet veio a preencher um pouco a necessidade de estar com outras pessoas). A família procura fugir de carro, sem que cadáveres ou caixões alguma vez surjam na trama. E não fazem falta.

No instante que vão partir, a filha caçula informa-os de que as almas não foram embora, porque ela não as conduziu "até à luz" e por isso, estavam zangadas. De imediato o carro é puxado para dentro da sala, atravessando a parede, a casa começa a manifestar-se e Madison voa pelos ares até chegar de novo ao interior do armário. O limpador de casas resolve salvar aquela família e «sacrificar-se», ao decidir ser ele a entrar na outra dimensão para mostrar o caminho da luz às almas perdidas.

O boneco palhaço (Bonzo) com o seu nariz de corda, ganha mais pontos nesta versão 

Mas como a tecnologia evoluiu muito, todos ali tinham um localizador GPS e no final, a mulher que primeiramente foi consultada pela família para solucionar o caso - que agradavelmente acaba por ser, também, ex-esposa do «limpador de casas», o que devolve ao filme uma pitada da cumplicidade que "Diane" obtia quando conhecia mais a fundo as pessoas que estavam na sua casa. 

No final a família foge, no mini-carro da dra. Brooke, a ex-mulher do limpador, e o filme não termina com a cena deles os cinco mais o cão a fazer o check-in num motel e a empurrar a televisão para fora do quarto. O novo final também é bom, embora o tempo todo me tenha deixado com algumas questões quanto à sua veracicidade. O filme termina não nessa noite, mas na manhã seguinte, com a família, ainda a conduzir o carro da dra. Brooke, a ir conhecer uma nova casa para alugar. Muito espaçosa, com quartos no sótão, muito espaço nos armários e uma grande árvore centenária para «proteger» a casa. Uma luxuosa moradia em tudo parecida à que acabaram de perder. E por isso mesmo resolvem fugir dali o quanto antes, deixando a mediadora a falar sozinha. 


As interrogações com que me deixa este final são: onde foram estes pais, ambos desempregados, buscar dinheiro para alugar uma outra casa daquelas dimensões? Além de desempregados, tinham acabado de perder tudo o que possuiam. E no banco não tinham nada. Todos os cartões de crédito eram recusados na caixa de supermercado e nem conseguiam ter o suficiente para comprar um telemóvel á filha adolescente. Estavam a contar cada tostão! Mas é tão fácil assim, na América de hoje, obter empréstimos quando nem o carro lhes sobrou como posse? 

Outra coisa que me deixou com dúvidas foi o paradeiro deles durante a noite. Terão conduzido durante horas até ter amanhecido? E como decidiram, nesse espaço de tempo, entrar rapidamente em contacto com uma mediadora e foram logo ver uma outra casa para morar? Não têm pais, as crianças não têm avós, tios, parentes, a quem podiam ter contado o sucedido e pedir uma ajuda provisória, nem que fosse para abrigo das crianças? Não foi preciso se refazerem do choque de tudo aquilo? No filme original isso percebe-se, só no simples acto da família, de rastos, ir descansar para um motel. Neste fica a dúvida  sobre o que fizeram até amanhecer.

Este Remake de Poltergeist honra o seu antecessor e tem todos os ingredientes para virar um filme de culto. 

District 9 - the best sci-fi one can have


Numa escala de zero a dez dava a District 9  doze estrelas! 
In a scale of zero to ten I give District 9 twelve stars!

A primeira vez que vi este filme foi na televisão, cerca de três anos depois do seu lançamento (2009) e o tempo todo só conseguia pensar: «mas porquê que nunca ouvi falar deste filme antes?». É brilhante! 
The first time I saw it was on television three years after it's release and all the time I was wondering: Why haven´t I eared about this excellent movie before?

E de facto, até hoje, não consigo entender. Não compreendo como um filme tão bem conseguido em todos os sentidos não é publicitado, não está no Top dos Tops dos grandes filmes, não só no seu género, ficção cientifica, mas em qualquer categoria, pois é excelente como história, como conceito, na concepção, realização e as actuações são todas soberbas! Todos os atores neste filme são soberbos nos seus papéis. Não me refiro apenas às personagens centrais mas a todas, mesmo aquelas que aparecem apenas por segundos. É um filme do qual não se consegue desviar a atenção, o interesse vai crescendo enquanto a ação se desenrola. É impressionante. 
Until today I do not understand it. Its a all good movie and received no known publicity. It´s not only great inside its gender, it is great all and all. Excellent plot, perfect performances from every actor from the one that pop-up for a few seconds to the mainly character very well made by Sharlto Copley. The spectator interest increases has the story develops. 


District 9 tem a capacidade de nos nos envolver de imediato e gerar empatia. Primeiro sofremos com os desgraçados dos alienígenas, enfiados num bairro de lata e à mercê do domínio violento dos humanos. Lamentamos a morte gratuita de cada um deles e os actos de descriminação. Depois a mesma empatia nasce pelo humano que os inspeccionava, agora uma vítima da eterna ambição humana por poder e controlo.
District 9 has the capacity of hook us from the start and generate empathy. First one gets emotional by watching the aliens being persecuted, discriminated, evicted, killed. Then the same empathy goes to the human main character who suddenly becomes a victim of the eternal human ambition for power and control. 

Como género é um filme de ficção cientifica que felizmente foge do típico hollywood-crap. Não vamos ver um Tom Cruise o tempo todo a correr de um lado para o outro e a fugir de alienígenas quase invisíveis, que explodem e devastam tudo. A acção nem sequer se passa em Nova Iorque, felizmente. Tudo acontece em Joanesburgo, África. Bem apropriado, diga-se. 
Fortunately it's a sci-fi movie that delivers the «package» so differently from the usual over the top explosions and CGI effects and too much focus in the main character running around has the human kind savior. Also, the action is not center in poor always-destroyed New York. It sets on Joansburg, Africa, witch is in deed a very good place to put a slum neighborhood and the type of criminal activity one sees in the story. Ah, also, I love the character's names. Its unusual to have different names that sound good.



Depois do filme terminar balbucia-se "excelente filme" e fica-se a pensar na história e nas lições que dela conseguimos extrair. Não é de todo um banal ou mediocre filme cheio de exagerados efeitos especiais e muitas explosões, sendo esquecido assim que surgem os créditos finais.
When the movie gets over one can only say: "what an excellent movie!" and keeps the plot in mind. The movie makes you reflect in the shown situations. There's racism, crime, death, cruelty, it makes you wonder. And a movie that do that is a good one.  If you haven't seen it, go and watch it! Your brain will thank you for the gift.

Quem ainda não viu District 9 vá o quanto antes ver. O seu cérebro vai agradecer-lhe o presente. 



Jaws - another parody


O filme "Tubarão" resumido num scketch de humor

JAWS - Tubarão


Encontrei este vídeo e achei por bem partilhar. Está ótimo!

Download this mp3 from Beemp3.com
Update: Como desapareceu o de cima que era de extrema qualidade sonora, aqui fica o do youtube:



E aqui o link para se divertir e cantar em simultâneo

A civilization GONE WITH THE WIND


..Não desperdice o tempo que é dele que a vida é feita.
Time is what life is made off, don´t waste it.
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This is for me the most important quote present on the movie
Esta é para mim a mensagem de maior importância contida no filme
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E TUDO O VENTO LEVOU...-FAVOURITE SCENES:
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What’s you favorite moment in Gone With the Wind?
Qual o melhor momento do filme?
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Here’re some tips to guide you: / Aqui estão umas directrizes:

The kissing scene on the bridge – a cena do beijo na ponte
The going up the stairs two by two steps – a subida da escadaria
“I’ll never be hunger again!”- swear scene – Nunca mais terei fome! - a jura


The one I elect is: / Elejo a seguinte:


The most sad fact about the story? Is Scarlet thinking she loves Asley when she never did and only realises this when she losts the one she really loves. / O que esta história tem de bela e triste é o amor que Scarlet pensa sentir por Asley o tempo todo e, afinal, nunca sequer o amou. E quando ela percebe isto perde aquele que realmente ama. Ai, a ironia! Qualquer mulher sabe entender o que é gostar e descobrir que nunca gostou.


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TRIVIA ABOUT GONE WITH THE WIND:
1) It’s a 1939 movie / filme de 1939
2) Elected by everyone has the best movie of all time / Eleito o melhor filme de sempre
3) Vivien Leigh salary after 125 days work: $25.000 / o salário de Vivien Leigh foi de 25.000 dólares e 125 dias de trabalho
4) Clark Gable salary after 71 days work: $120.000 / o salário de Clark Gable foi de 120.000 dólares e 71 dias de trabalho
5) First sequence shot: Atlanta´s fire / primeira sequência gravada: o incêndio em Atlanta
6) They burn the King-Kong gate scenery and others / O portão do filme King-Kong e outros cenários foram queimados
7) Last sequence shot: opening scene with Scarlet / última cena gravada: a da abertura
8) Is based on the 1936 Margareth Michel novel / Com base no livro que Margareth Michel publicou em 1936
9) First color film to win the Best Picture Óscar / Primeiro filme a cores a ganhar o óscar para melhor filme
10) Hattie McDaniel (Mammy) was unable to attend the premiere in Atlanta because of it’s racially segregated society / Hattile McDaniel (Mammy) não compareceu à estreia do filme em Atlanta devido à segregação racial do local
11) Leslie Howard didn´t attend the premiere in Atlanta / Leslie Howard não foi à estreia em Atlanta
12) Every man actor thought this was a horrible role and didn´t want nothing to do with it, saying it was going to be a hudge movie failure. / Todos os actores masculinos de renome achavam Reth Butler uma má personagem e não queriam nada a ver com o filme, que seria um colossal fracasso
13) Every man actor in major roles detest their part: Gable, Leslie e Ran Brooks (Charles Hamilton) /Actores que não gostaram dos seus papéis: Gable, Leslie e Ran Brools (Charles Hamilton)
14) Vivien Leigh name appeared in last on posters until she wins the oscar / O nome de Vivien Leigh apareceu em ultimo lugar nos posters, até ela ganhar o óscar
15) 1400 actresses were interviewed for the part of Scarlett, 400 did the readings / Foram entrevistadas 1400 actrizes para o papel de Scarlett e 400 chegaram a fazer testes com camera
16) Clark Gable was so distress about having to cry on camera that he almost quit/Clark Gable ficou incomodado por ter de chorar em cinema e quase pediu demissão
17) Vivien Leigh was instructed to really hit Buterlfly MacQueen although that wasn´t her will and after many takes, McQueen started to cry, refused to be hit again and someone in the back clapped while Leigh pretended to hit / Vivien Leigh foi obrigada a bater de verdade em Buterfly McQueen na cena do parto e após muitos takes, esta chora e recusa-se a continuar. Alguém atrás imita o som da chapada e Vivian finge. Tanta coisa, e a cena não convence




MY IMPRESSIONS: - AS MINHAS IMPRESSÕES:

What most impresses me about this movie is the different treatment given to men and women actors. / O que mais me impressiona neste filme é o tratamento dado ao actor homem e ao actor mulher ser tão diferente.

First of all, thousands of women had to work hard for months for one to get the role of Scarlett. Opposite to this, both Gable and Howard didn’t want to play their characters and were pursuit to it with money and other attraction deals. (such has divorce and movie producer deals). / Milhares de mulheres lutaram pelo papel de Scarlett mas os homens não queriam aceitar os seus papéis e tanto Clark Gable como Leslie Howard tiveram de ser persuadidos com dinheiro e negociatas (Gable recebeu um bom bónus para poder se divorciar da esposa e Leslie a tão desejada oportunidade para produzir um filme).

The second thing that impresses me is how bad is Leslie Howard portraits Ashley Wilkes. They should have let him go. He his reported to go on set not knowing his lines and was too old for the part (the actor was born in 1893). / Leslie Howard interpreta muito mal Asley Wilkes. Diz-se que chegava ao set sem saber as suas falas. Também era demasiado velho para o papel e sabia-o. (o actor nasceu em 1893).

The third thing impressing me is the irony of having the actress whose character dies first, still alive today. Olivia De Havilland played Melanie and is 91 years-old with birthday on July 1st. / A ironia de ser Olivia de Havilland a única a estar viva nos dias de hoje, quando no filme "Melanie" é a primeira a morrer. A actriz tem hoje 91 anos e fará 92 em 1 de Julho.

Leslie Howard died in 1943, during the 2nd WW. The plane he was on left from Lisbon and was shot down over the Bay of Biscay. Gable and Vivian died in the 1960´s, from a heart and tuberculosis disease respectively. / Leslie Howard morre em 1943 durante a 2ª GGuerra quando o avião onde seguia parte de Lisboa e é abatido na Baya de Biscay. Gable e Vivien morreram nos anos 60, ele de ataque cardíaco e ela de tuberculose, após anos enferma e  em sofrimento.

I enjoyed India Wilkes’s actress work and was sad to know she only made this movie and retired. / Gosto de ver a actriz que interpretou India Wilkes e pesquisei outros seus trabalhos, só para descobrir que este foi o primeiro e último.

Maybe due to this experience: this was not an easy movie to make. Lot’s of confusion, discussion and financial difficulties with the demission of it first director and a reported bad atmosphere. It is said that Vivian Leigh was permanently mistreated by second director Victor Flemming. He had no desire to be nice and call treat her like a bitch, having once said: “Take the script and stick it up your royal British ass”. / Talvez isso se deva a esta experiência: "E Tudo o Vento Levou" não foi um filme fácil de ser feito. Muita confusão, discussões, problemas financeiros e a demissão de um director. Diz-se que Vivien Leigh, talvez descriminada por ser Inglesa e não americana, era permanentemente maltratada pelo director/realizador Victor Flemming. Parece que este lhe terá dito: "Pega no guião e enfia-o no teu real britânico cú"! Diz-se que ela fumou 4 maços de cigarros por cada dia (125) de trabalho.

Until it went to the editing table, the movie sequence was still a finish product to be resolved. Failure was such a fear that the movie was premiere with a random audience. Not even 3 seconds had pass for them to be crying of happiness. The public buzzed loudly when David O Selznick’s name appeared in the credits. The novel author’s name appeared immediately after: Margaret Michel. In this moment the crowd yelled, stood up on the seat and completely buffered the opening music theme. / Até sair da mesa de edição, não se sabia como o filme ia ficar. Temia-se tanto o fracasso que foi feita uma pré-exibição com uma audiência de cinema escolhida ao acaso. Não demorou 3 segundos para se descobrir como o público ia reagir. Assim que o nome do produtor David O Selznick aparece no genérico, o público manifestou-se. Mas é quando surge o da autora, Margareth Michell, que este entra em euforia, começa a gritar e se põe de pé em cima das cadeiras. O contentamento e surpresa é tanto que abafaram totalmente o som do genérico.

I wish I was there to see it! / Gostava de lá ter estado para o ver!

We’re all waiting for Indiana Jones IV to premiere on cinemas all over the world. But until that moment, lets review scenes from Indy I. What’s your favourite?

Enquanto não se dá a estreia mundial de Indiana Jones IV, relembremos Indy I. Qual a sua cena favorita?

My favorite / A minha favorita:



Rolling Stone / A pedra:






The Punch / O Soco:






The Shot / O Tiro:






The Kiss / O Beijo:






The Car / O Carro:






Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skulls is the name of the new Indy adventure. Let’s hope is a success! Skulls were also a main characteristic of Indy II, the worse movie made about the character. I hope Spielberg, that loves blondes, realizes that brunets are the way to go! The female protagonist is going to be blonde (shit!). I hope this is not a condemning characterist to movie failure, hi, hi, hi!

You can read more about it in the Indiana Jones Official site (http://www.indianajones.com). Visit the “That’s a Wrap” video, see pictures of actress Karen Allen (Marion) again in her character and many more. We will see how it goes on May 22st!
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Indiana Jones e o Reino das Caveiras de Cristal é o nome da nova aventura de Indy. Esperemos que seja um sucesso! Caveiras já foram um elemento importante de um dos filmes da saga – o segundo e pior alguma vez feito. Esperemos que não seja um factor decisivo! Steven Spielberg adora louras. Gostava que compreendesse que as morenas são a aposta certa! Afinal, nenhuma protagonista de Indiana Jones alcançou o sucesso e a empatia do público como Karen Allen, a jovem e morena Marion do primeiro filme.

Pode ler mais sobre o novo filme no site oficial (http://www.indianajones.com/). Visite o vídeo “That´s a Wrap”, veja as fotografias, faça o download de wallpapers e muito mais. A 22 de Maio deste ano veremos como se sai a quarta aventura de Indiana Jones!
 
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