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Project Hail Mary


  Estrelas: 09

Filme a estrear nos cinemas, com Ryan Gosling "sozinho no espaço". 

O que quero dizer sobre este filme? Duas coisas:

1) Quem é que não ia gostar de ter um Rocky?


2) Ryan Gosling consegue interpretar qualquer coisa. 

O filme passa-se no Espaço. Um homem acorda numa nave, sozinho. A sua tripulação morreu, ele é o único sobrevivente. Não tem memória do que está ali a fazer ou como lá foi parar. 

Tem uma parte no filme que faz uma inteligente referência ao clássico imortal filme no Espaço: Aliens. A determinada altura a personagem de Ryan Gosling faz um trocadilho com as palavras e diz: "He (o alienígena que ele encontra) is growing on me. Not in me. Which was a concern". 

Eu soltei um risinho. Porque entendi de imediato a referência. 


O filme é de longa duração mas não desaponta. Até as cenas de flashback são interessantes de acompanhar. A história tem consistência e interesse, embora me pareça que é a relação de amizade gerada entre dois seres vivos sozinhos no vazio do Espaço o tema central do filme.

Os factos científicos e tecnológicos parecem plausíveis e adorei a forma como criaram materiais para permitir que estas duas criaturas pudessem interagir juntas, ainda que cada qual dependente da sua condição atmosférica para se manterem vivos. O humano com o seu oxigénio e gravidade e a rocha com o seu microclima. 

Infelizmente tenho a sensação que Hollywood já não investe bem no merchandising para filmes. Porque adoraria ter uma pequena figurinha articulada do "Rocky" para me lembrar do filme. Infelizmente costumam lançar, quando lançam, "crap" que deixa muito a desejar em termos de semelhança ou capacidade. E se disponibilizarem algo de qualidade digna do filme, certamente vai custar metade do orçamento deste! AHAHAH. (Riso à Rocky, sem tradução). 


English version: 
Movie on theaters now. I need to say just two things: Who wouldn't like to have a rocky? And Ryan Gosling is just like he says Meryl Streep is in one of this movie scenes: "He can do anything". 

I particular liked this gag - current gag that has been seen before in other movies and I just adore it - and the reference to the Alien movie - when he mentions: "Rocky is growing on me. Not IN me, which was a concern". Ahah. I laugh. Because yes, this turn out not to be a "survival" space movie, were humans have to kill with lots of guns the mean alien. This is a movie about two very lonely creatures in space that just happen to find each other and need that bound with some other creature. They have a goal together: to save life in their planets by going to investigate why there is just one single planet in the solar system that doesn't get affected by this ray of particles that are actually killing all life everywhere. 


By now we all know that it will not be necessary for dangerous aliens, natural catastrophes for life on heart to be extinguished. We know we are nature natural enemies with our inventions that polute and destroy more than anything else. But it is still nice to go and find a "guilty" somewhere else. In space... 

Now I want an articulated just like the one seen in picture Rocky figure :) Or that tinny wired man Rocky builts to communicate with another life form. 



Avanti! - "Amor à Italiana" (1972)


 Estrelas: 08

Foi com deleite que vi esta comédia realizada por Billy Wilder, decorria o ano de 1972. O filme é, no meu entender, simples mas envolvente, muito bem redigido, interpretado e "bolado". 


A história começa num avião, com a entrada de um homem que troca de vestimenta com um outro que ali encontra. Daí ele aterra numa localidade marítima na Itália e começam as aventuras dos mal-entendidos e reviravoltas. 

Jack Lemon é o ator principal, em mais uma parceria incrível com o diretor Billy Wilder, que também o dirigiu na comédia "Quanto mais Quente melhor", célebre filme com Marilyn Monroe e os dois "músicos", Lemon e Curtis, que se infiltram na banda feminina para fugirem de um mafioso. 

Em "Amor à Italiana" as piadas ainda estão vivas, são bem entregues pelos interpretes. Estão quase todas em tiradas curtas, bem entregues e de fato, uma pessoa dá aquela contracção de riso no diafragma...

A personagem de Lemon vai para a ilha Ischia para levar o corpo de seu pai, ali falecido, de volta para a América, para lá ser enterrado. Figura eminente na sociedade, dono de várias empresas, seu corpo é esperado para passar por uma série de cerimónias formais, com honras de estado e presença de figuras da mais alta importância. Mas acontece que seu pai não faleceu sozinho. No acidente de viação que o vitimou ia também a sua amante. Cuja filha se cruza com Wendell nessa viagem de recuperação de corpos. 

E as coisas tomam o seu rumo quando a personagem de Lemon entende que o que o seu pai fazia naquele hotel-spa, fazia já 10 anos não eram os tratamentos de saúde que contava.  

A comédia tem as suas personagens secundárias todas muito bem construídas, com falas excelentes. Recomendo que se veja. É uma joia da década de 70. 


Actores ainda vivos neste mês de Abril de 2026: 
Juliet Mills - Atriz principal
Giselda Castrini - Anna, a arrumadeira
Falecidos recentemente:
Clive Revil - Concierge Carlo Carlucci (11.03.2025, 94 anos)
Giafranco Barra -  Bruno (23.03.2025, 84 anos)

Isto Acaba aqui (It ends with us) - um excelente filme


 

Estrelas: 10

Passou esta semana no canal TVCine Top. E recomendo, para quem quiser ver um bom filme, bem dirigido, bem interpretado, bem editado e que tem uma história simples, mas envolvente. Identificar-mos com as situações dos personagens é fácil, tanto de um quanto de outro. 


Infelizmente li que este filme deu muuuuito trabalho porque os protagonistas não se entendiam. Para situar, o protagonista masculino, interpretado por Justin Baldoni - é também o diretor do filme. E a protagonista de Lili Blossom Bloom - Blake Levili, entrou como atriz, foi passando a produtora e parece que andou ali também a querer dar uma de diretora.




A situação chegou a pontos tão graves que ambos acabaram por se processar mutuamente. Primeiro Blake acusou o diretor de assédio sexual e de atentar contra a sua reputação e bom nome. Vazaram para o público as causas do letígio e algumas transcrições de mensagens trocadas entre ambos enquanto planeavam o filme. Acho que foi ela - na vida real esposa de Ryan Reinolds, que saiu "borrada" na pintura. Mas o caso ainda não está decidido. Após ter sido adiado, a acusação vai a tribunal somente a 9 de Março deste ano (2026).  


Mas o filme em si é nota 10. De pegar de início ao fim. Pena que não recebeu mais destaque a pesar de, supostamente, devia ter sido promovido pela Sony. Porém o filme foi apenas distribuido pela companhia. Pertence à colaboração entre os estúdios Columbia, Sak Pictures e Waifarer, pertencente a Boldoni. 


Acho que se pode dizer que a história é sobre ciclos. E como é importante identificar os sinais de repetição e quebrar o que não está bem para que não continue a causar danos nas pessoas e nas gerações futuras. 


 
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